jump to navigation

Relato da Bicicletada de janeiro/2011 29/01/2011

Posted by MarcosNi! in Bicicletada, Rio de Janeiro.
trackback

Já passa da meia noite, cheguei em casa agora (depois de várias paradas, desvios e encontros). Minha brava magrela está na sala, firme e forte. Eu, depois de tanto tempo sem pedalar, e de pedalar por tanto tempo, sinto alguma dor, mas a vibração da 1ª Bicicletada de 2011 continua a me embalar e deixo pra sentir as dores amanhã.

Cheguei na Cinelândia às 18:15. Faltava 1:15 pra hora combinada da saída e eu já estava me sentindo como uma criança, esperando os pais na porta de casa para ir ao parquinho. Como sempre, não sabia o que esperar e enquanto esperava, sem esperar, esperava apenas. Tinha distribuido algumas dezenas de panfletos da Bicicletada, falado com vários amigos ciclistas, mas sabe como é: sexta-feira, calor, “Carnaval” (chegamos à conclusão que, no Rio, o Carnaval começa no Reveillon e vai até a semana santa)…

Mas, aos pouquinhos foram chegando, gente de tudo quanto é jeito e de todo lugar, e embora essa gente não chegasse aos montes, chegara forte, como quem chega pra ficar. E, quando vi, éramos 12. “Auspicioso”, pensei comigo mesmo… Há muito não quebrávamos a barreira dos 2 dígitos e já começamos o ano de 2011 com 11 participantes (1 foi à concentração mas teve de sair antes por conta de um compromisso). Desses 11, estávamos num bom equilíbrio numérico: 4 mulheres e 7 homens, 6 que já haviam participado e 5 novas vozes no coro por uma cidade mais humana.

O trajeto? Arpoador! Foi um longo pedal, 1 hora e 10 minutos de duração…

… e foi delicioso. Muitos gritos e muitos risos, mas principalmente, muitos encontros. Se “a vida é a arte do encontro”, como bem quis Vinícius de Morais, a Bicicletada há de ser um lugar (no espaço e no tempo) muito propício para esses encontros. Nos encontramos com nossa cidade, com nossos pares e com nós mesmos. Quando ocupamos as ruas – montados em nossas máquinas de propulsão humana, esses alazões metálicos, com o coração aberto e a mente livre – nós colocamos toda a organização urbana, da qual fazemos parte, em cheque. Percorremos ruas como quem abre caminhos nessa densa selva de pedras e mostramos aos motoristas e transeuntes algo de novo, uma nova forma de se relacionar, um meio diferente de se fazer ouvir e de viver a mudança que queremos no mundo.

Escrevi no relato de dezembro, “2011 nos espreita como um ano qualquer, mas faremos dele um ano inesquecível.”, o ano chegou e a sentença começa a se cumprir.

Ouso, pois ousado me criei, lançar um desafio à nossa Bicicletada: promover, até o final do ano, algum evento ciclístico que chegue aos 3 dígitos em número de participantes.

Ouso propor, mas ouso mais ao partir pro ataque, então boa noite, que a fome é grande e o sono ainda não chegou,  o dia amanhã é de trabalho e o ano é looooooooooongo e promissor.

Amplexos nossos,

MarcosNi!

Anúncios

Comentários»

1. eduardo - 30/01/2011

é isso aí, kra!

já tenho praticamente duas pessoas para a próxima

2. Relato Bicicletada Junina (com participação especial da Cyclophonica) « Bicicletada Rio - 02/07/2011

[…] Ainda faltam 6 encontros ordinários até o final do ano, quem sabe, até lá, não chegamos aos almejados 3 dígitos?! Soube que em São Paulo, o salto quantitativo se deu de forma parecida, numa eram 50 e na […]

Aline Magalhães - 02/07/2011

q Rio vc mora?
No meu o carnaval começa próximo na busca de aquecer o inverno…. e só resfria ao ver a primavera… =)

Aline Magalhães - 02/07/2011

ixi.. viaje…
aquece o inverno e resfria o verão…rs


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: