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Relato da Bicicletada de dezembro/2010 31/12/2010

Posted by MarcosNi! in Bicicletada, Rio de Janeiro.
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QUATRO

1 – 4 membros do corpo humano
2 – 4 pontos cardeais
3 – 4 estrelas no Cruzeiro do Sul
4 – 4 dimensões do Universo

Dia 28 de dezembro de 2010, terça feira chuvosa, 18 horas e 30 minutos (horário de Brasília), centro da cidade do Rio de Janeiro, Cinelândia, em frente ao ODEON. Quatro ciclistas conversavam livremente, riam livremente e se conheciam livremente. Não sei se isso já foi dito, mas “toda Bicicletada é sempre uma nova Bicicletada”. É como se estivéssemos indo pela primeira vez, com um certo medo do desconhecido e as mesmas dúvidas de sempre:

– “quem será que vai dessa vez?”
– “como serão eles?”
– “que caminho iremos seguir?”
– “que idéias e propostas irão surgir para construirmos um movimento forte e coeso?”

A chuva descia com pouco caráter, bipolar, ora impiedosa como uma manada de búfalos, ora delicada como num filme koreano. Esperávamos, mas sem esperanças (visto que, embora românticos – todo ciclista urbano tem um quê de romântico, ou de fatalismo, é verdade, o que não deixa de ser um tremendo romantismo – somos acima de tudo realistas e sabemos que carioca e chuva não se misturam [ou se misturam?!]) por outros pares, pares ciclistas, pares urbanos, pares românticos, apenas pares. Esperando apenas, o tempo passou livremente. Definimos um trajeto e pedalamos os 4 livremente, atravessando um Centro cansado do ano que passou e molhado da chuva que teimava em descer.

Nos despedimos na Lapa e seguimos aos pares. Um par, esse romântico e ciclistico, seguiu para casa. O outro seguiu ao ponto de partida e em frente ao ODEON, fechando esse ciclo, e o ano, conversaram um monte sobre bicicletas, cidades e pessoas. Dividimos projetos e sonhos e juramos companheirismo e colaboração.

2011 nos espreita como um ano qualquer, mas faremos dele um ano inesquecível.

UM novo ciclo da Terra em torno do astro rei, 12 meses para 12 bicicletadas oficiais (quem sabe quantas extraordinárias teremos?!), 365 dias para pedalarmos cidade adentro, e afora, e tomá-la de assalto, 8.766 horas para investirmos em nós mesmos, e para que nos 525.960 minutos de 2011, cultivemos relações mais positivas com os que nos cercam.

Faltam ainda 33 horas para 2011, mas começo agora mesmo a reinventar-me, queimo a largada conscientemente pois sei que o tempo não espera e a linha de chegada só existe no fim do arco íris.

amplexos ciclísticos,
MarcosNi!

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